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Em 11 de Julho de 1931, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Santa Maria de Oiã (Galiza) e em Fevereiro de 1932 foi transferido para o antigo Mosteiro de S. João Baptista de Alpendurada (Marco de Canaveses), tendo aí permanecido cerca de sete a oito meses, para ampliar os estudos de Humanidades, entre 1933-1934. Em Braga, continuou os seus estudos de Ciências e Filosofia durante 4 anos.

Terminados os estudos, foi professor de Literatura em Guimarães, no Convento da Costa, durante três anos, onde ensinou Matemática, História, Língua, Literatura Portuguesa e Eloquência Sagrada aos jovens religiosos da sua ordem.

Mais tarde, foi colocado como professor de Ética Económica e Política tendo para esse efeito novamente ido para o estrangeiro, para a Bélgica, para se especializar nesta temática, na universidade de Lovaina.

Foi nomeado Provincial dos Jesuítas Portugueses entre 1958-1964 e por várias vezes eleito pelos seus pares para ir a Roma representar a Província Portuguesa da Companhia de Jesus, em Congregações Gerais ou de Procuradores, que a cada quatro anos se reúnem com o Superior Geral, para informar e analisar o estado da Companhia, implantada em todo mundo, e avaliar as iniciativas apostólicas e os problemas mais universais (Congregação Geral XXXIV, Decreto 23, 6).

As suas qualificações académicas conferiram-lhe ascendente sobre os seus colegas; o exercício da docência criou-lhe admiradores e discípulos. Não admira, pois, que fosse chamado a participar nos fóruns mais importantes dos jesuítas portugueses, quer por inerência do cargo, quer por eleição dos seus pares.

Nos anos 50 do século vinte, Lúcio Craveiro da Silva era o único jesuíta português com formação específica no “domínio do social” (Sociologia, Economia, Ciências Políticas), embora outros jesuítas houvesse, em Portugal, peritos em Ética, Filosofia Social, Doutrina Social Católica, e mesmo em Direito. Mas, já desde finais da década de 40, o Geral e as Congregações Gerais insistiam em que “o social” deveria ocupar as mentes e as actividades dos jesuítas.

Foi com esse intento que os Superiores traçaram a Lúcio Craveiro um roteiro de especialização, diferenciado do dos demais Jesuítas da sua geração, após uma exigente formação sacerdotal (Filosófica e Teológica).

O seu destino seria a docência na Faculdade de Filosofia de Braga, nos domínios da Ética Social e Política, e, a curto prazo, legitimava essa distinção.


Fonte: Biobliografia sobre a Universidade (2004);

       In Memoriam do Jesuíta Lúcio Craveiro da Silva, Fundador do Instituto Superior Económico e Social de Évora (ISESE) e da Revista Economia e Sociologia




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