Page 5 - Tese Doutoramento sobre o Porf. Lúcio Craveiro da Silva
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“Leituras de… Lúcio Craveiro da Silva”


O Homem



Lúcio Craveiro da Silva é natural do Tortosendo, Beira Baixa, embora tenha

passado grande parte da sua vida na região norte de Portugal. Nasceu na vila do
Tortosendo em 1914 e faleceu na cidade de Braga a 13 de Agosto de 2007.Tinha dois

irmãos, um que tal como ele se ordenou sacerdote e trabalhou na Faculdade de Filosofia

e uma irmã que era professora primária. O seu pai, Gabriel Raimundo «era um homem
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recto, sério, lutador» (palavras de Craveiro da Silva ao descrever o seu progenitor). Foi
agricultor e, posteriormente, funcionário dos correios, chegando, mais tarde, a ser chefe
dos mesmos. A sua mãe, Maria de Lurdes Craveiro da Silva, era doméstica. Os restantes

familiares, ou a maioria deles, partiram para o estrangeiro, sendo os principais destinos

a Argentina e o Brasil. Os que ficaram em Portugal encontravam-se espalhados por todo
o país. Tendo inclusivamente dois primos que se encontravam na região do Minho e que

aí eram professores na Universidade. Saídos do Tortosendo a família de Craveiro da
Silva, mudou-se para Unhais da Serra, mais precisamente para o Largo da Amoreira, só

passado algum tempo é que foram viver para a cidade da Covilhã.





Percurso académico



Tal como, actualmente quase todas as crianças, começou a frequentar a escola

primária aos seis anos, no Sítio da Quebrada. Andou nos escuteiros (Lobito) até aos 12
anos, aquando da sua saída da vila. Após frequentar o ensino preparatório passou por

S.Martim de Trevejo, que se situava perto de Cáceres, onde completou o ensino
secundário. Ingressa na Companhia de Jesus por volta de 1931, em Oia (perto da

Galiza). Oito meses mais tarde regressa a Braga. Frequentou o curso de Filosofia entre

1934-1938. Lúcio por esta altura era um jovem um pouco adoentado. Dedicava grande
parte do seu tempo a ler. Nestas leituras descobriu um autor que o marcou para todo o

sempre, Antero de Quental.


Craveiro da Silva confessa: «o diálogo intenso com os problemas da metafísica,
os filósofos contemporâneos e Antero de Quental, abriram-me os olhos, deram-me novo



1 www.blcs.pt



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