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Cultur
II Culturaa QUARTA-FEIRA, 19 de novembro de 2014 Diário do Minho






Um luminoso
No próximo dia 27 de novembro assinala-se o 1.º
centenário do nascimento do Prof. Lúcio Cravei- Um luminoso
ro da Silva, sacerdote jesuíta que foi Diretor da
Faculdade de Filosofi a de Braga e Reitor da Uni-
versidade do Minho (o primeiro reitor a ser eleito
legado
nas universidades portuguesas). Para assinalar a legado
efeméride, a UM vai realizar naquela data um Co-
lóquio sobre a vida e a obra do Prof. Lúcio Cravei-
ro, evento a que o DM/Cultura se associa. Assim,
publicamos hoje um conjunto de textos emble-
máticos do pensamento do homenageado, sele-
de
cionados e introduzidos pelos Profs. José Marques de humanidadehumanidade
Fernandes e Fernando Machado, da Universidade
de Minho –, bem como dois textos-testemunho
da autoria dos Profs. Aníbal Alves e Luís Filipe
Lobo-Fernandes (págs. VII-VIII). No próximo nú-
mero deste caderno cultural publicaremos outros e de sabedoriasabedoria
“testemunhos” de personalidades que privaram e de
de perto com o Prof. Lúcio Craveiro.





«Mas eu parti / e não sei o que deixei para trás, / a perder de vista…»

(Pègadas no Caminho, p. 39).




A efeméride do 1.º centenário do nascimento do titular da nova Biblioteca de Leitura Pública de
Braga e primeiro Reitor democraticamente eleito da Universidade Portuguesa, insigne bracarense
por adoção, constitui um feliz ensejo para evocar e rememorar a sua visão do mundo e do homem
e para cumprir o digno e justo dever da celebração da sua saudosa e luminosa Memória.
É evidente que os únicos benefi ciários deste ato evocativo e celebrativo são os seus herdeiros, as
gerações que à sua vão sucedendo no giratório palco da história, nomeadamente das instituições
em que consumiu a sua vida, nos ministérios que nelas exerceu.
A pluralidade de interesses intelectuais do Prof. Lúcio Craveiro da Silva traduz-se na vastidão e
abertura dos temas que declinou.



POR
Lançando o olhar por sobre os do Minho assume caráter antológi-
títulos dos seus textos ensaísticos, co e iconográfi co, com o propósito
refl exivos, institucionais, memo- performativo de, evocando e cele-
rialistas, evocativos e prospetivos, brando a memória pessoal e cultural
podemos identifi car e relevar os do homenageado, facultar aos seus
grandes tópicos, os temas nuclea- leitores e sucessores motivos, ideias e
res, as grandes causas que desper- ideais para ser e fazer mais e melhor
taram e alimentaram a curiosidade o que a cada um cumpre ser e fazer,
P Prof. Lúciorof. Lúcio Económicos e Sociais; Estudos de nomeadamente nos da vida universi- JOSÉ MARQUES FERNANDES
intelectual da sua vida: Estudos
nos respetivos campos de atividade,
tária e cultural.
Ética e Filosofi a Social e Política;
PROF. DA UNIVERSIDADE DO MINHO
Estudos de Filosofi a em Portugal e
Cultura Portuguesa; Estudos sobre I. – «Saber
E
a Universidade. para que vim ao mundo»
Porque se afi gura pertinente, na
Cr
Craveiroaveiro celebração desta efeméride, conju- Aquela que o Prof. Lúcio Craveiro
terá considerado a sua melhor obra
gar testemunhos ou depoimentos
pessoais, inspirados na memória
de Cultura Portuguesa (Universi-
de factos e de afetos, colhidos no intitula-se Ser Português. Ensaios
exercício de funções e no convívio dade do Minho / Centro de Estudos
pessoal, por um lado, com as ideias Humanísticos, Braga, 2000). Do
1.º Centenário do Nascimentoenário do Nascimento
1.º Cent e os valores que informavam a sua conjunto dos dezassete ensaios
visão do mundo e do homem, por que integram esta obra, aquele que FERNANDO MACHADO
(27.XI.1914 – 13.VIII.2007).XI.1914 – 13.VIII.2007)
(27 outro, esta página cultural do Diário se impõe como mais expressivo da PROF. DA UNIVERSIDADE DO MINHO


Envio de trabalhos para publicação neste suplemento
Diário do Minho N.º 777
Cultura 19.Novembro. Rua de S. ta Margarida, 4 - 4710-306 Braga; Fax: 253609469. E-mail: cultura@diariodominho.pt
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