Ciclo de Cinema Lucky Star| Fordândia Panacea (2025) de Susana Sousa Dias, Portugal e Brasil (65’) | Cantos da Metamorfose Ou Aquela Vez Em Que , Eu Encarnei Como Boto (2024) de Ainá Xisto, Portugal e Brasil (12’)

Data: 6 de outubro de 2026 (21:30 - 22:47)
Local: BLCS
Destinatários: Público em geral

Fordândia Panacea (2025) de Susana Sousa Dias, Portugal e Brasil (65’) |

Sinopse oficial: Fordlândia surge frequentemente na internet como “cidade fantasma” e como utopia de Henry Ford. Mas a cidade-empresa amazónica, fundada em 1928, nunca foi uma utopia. Nem é uma cidade fantasma: pelo contrário, está cheia de vida. Aqui, os fantasmas são forças históricas activas: Ford, capitalismo, extractivismo. Fordlândia Panacea aborda os pontos cegos dessa história, revelando o entrelaçamento entre passado e presente e a tensão entre espectralidade e vida.

A Lógica: O eco perfeito de Dahomey, se no filme de Mati Diop vemos o colonialismo museológico, aqui testemunhamos o colonialismo arqueológico, as marcas do “capitaloceno” deixadas pela tentativa de colonização industrial (Henry Ford na Amazónia). O filme destrói o mito ocidental da “cidade-fantasma” para revelar um território encantado e habitado, onde os achados arqueológicos indígenas e a força da selva resistem ao extrativismo.

Obs: No ciclo de cinema dos Encontros da Imagem 2024, foi já exibido a prequela deste filme: Fordlândia Malaise, reforçando, assim, a inclusão de Fordlândia Panacea, visto que o tema actual do EI dá continuidade às reflexões sobre o passado, a memória e o apagamento, focando-se em diferentes cosmologias culturais e modos de “imaginar comunidades”, inclusive na sua extensão a outros seres sencientes (paradigma pós-humanista; não-antropocêntrico; não-hierárquico entre humanos, modos de vida e outros seres vivos).

Distribuição/Produção: Kintop / Portugal Film

Cantos da Metamorfose Ou Aquela Vez Em Que Eu Encarnei Como Boto (2024)
de Ainá Xisto, Portugal e Brasil (12’)
Sinopse oficial: Impulsionada pelo desejo de gerar vida e dando-se conta do que a impedia, torna-se inevitável encarar a espiral do tempo. Um registo abissal guiado por uma relação mais-que-humana, através de paisagens internas e conversas autênticas na tentativa de reestabelecer o fluxo da Metamorfose: saltando de ser em ser, como novas formas de dizer “eu”.

A Lógica: Ainda na Amazónia Cantos da Metamorfose relaciona a experiência da realizadora com uma memória ancestral de violência contra as mulheres (violência sistémica arqui-secular). A figura folclórica do “boto”, tradicionalmente associada a histórias de sedução, surge também como forma de encobrir ou suavizar relatos de abuso sexual, transformando uma realidade de violência numa narrativa mítica. O filme associa essa memória ao trauma e ao silêncio, à doença e à dificuldade de gerar vida, propondo, através da relação com o rio, a natureza e a medicina ancestral indígena, um processo de transformação e cura.

Distribuidora: Portugal Film
Sessões programadas pelo Lucky Star - Cineclube de Braga
Público em geral: € 3,00 / Sócios do cineclube: Entrada Livre Utilizadores da BLCS: € 2,00 / Estudantes: € 1,00
* + Informações em facebook.com/cinebraga






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