De Insula Romana a Biblioteca:




Dois milénios de história
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O espaço da biblioteca está disposto em 3 pisos, sendo 1 deles cave, que está reservada para o arquivo de livros (Depósito de Publicações), numa área total de 4300 metros quadrados e com capacidade para acolher 600 utentes em simultâneo.

Além disso, o Depósito de Publicações pode acolher cerca de 500.000 obras.


Sabia que…

O imóvel com o número 34 da Rua de Santo António das Travessas é uma casa de dimensão reduzida que se desenvolve em dois pisos, com fachada principal em cantaria, marcada pela abertura duma porta de verga reta no piso térreo e duas janelas no andar superior.

Já o outro edifício, correspondente ao n.º 36-40, é conhecido como Casa Grande de Santo António das Travessas ou antigo Albergue Distrital. Destaca-se na frente urbana em que se insere pela imponência das suas linhas, com fachada principal em cantaria, de fenestrações regulares e com um friso a percorrer todo o alçado. Merecem especial atenção as portas das extremidades, com pedra de armas, uma sobrepujada por baldaquino quinhentista com imagem, e outra por frontal seiscentista, já ao nível das janelas de sacada do segundo piso.

Este imóvel remonta, certamente, ao século XIV tendo funcionado como Judiaria de Braga no início da centúria seguinte. Assim o indica a documentação que se conserva no Arquivo Distrital de Braga bem como o fragmento de uma inscrição hebraica numa das aduelas da porta gótica do interior da casa. Naturalmente, o imóvel foi objeto de várias alterações posteriores. As janelas do andar superior denunciam a sua factura tardo-gótica, do início de quinhentos. Por sua vez, o brasão de armas e o frontal são já seiscentistas, devendo-se o primeiro ao cónego João de Meira Carrilho que teve um papel de grande relevo em Braga no final do século XVII.

Em meados da década de 70 o edifício estava quase totalmente abandonado salvo uma parte que era ocupada pela família de um polícia ao qual competia a vigilância do  imóvel. Por essa altura foi elaborado um  ante-projecto para instalar no imóvel as coleções do Museu de D. Diogo de Sousa. No entanto, a Comissão instaladora, encarregada em 1981 de revitalizar o Museu, considerou que o edifício não possuía as condições necessárias para um equipamento desse tipo,pelo que a ideia foi abandonada. Mais tarde foi desenvolvido um novo projecto com o objectivo de o adaptar a sede dos Serviços Regionais de Arqueologia do   Norte. A obra chegou a iniciar-se, sob a orientação da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais mas suscitou tal polémica que  acabou por ser suspensa, tendo   ruído a estrutura  interna.  A própria fachada principal esteve em riscos de desabar.

A ideia de criar uma nova Biblioteca publica em braga no edifício surgiu pelo professor doutor Sérgio Machado dos Santos (Reitor entre 1985 e 1998), e o doutor Sousa Fernandes (Presidente da Assembleia Municipal no mandato do Doutor Mesquita Machado), Tendo o acordo de princípios  para a criação da bibliopolis sido assinado em 1990. Mas  após Muitos entraves tanto monetários como governamentais o edifício só ficou concluindo em Fevereiro de 2002.

Em Novembro de 2002 a reitoria da Universidade do Minho (sendo reitor o Professor António Guimarães Rodrigues) , contactou a secretaria de estado da cultura, onde foi informada que o processo de criação da bibliopolis como instituto público tinha sido arquivado.

No inicio de 2003 a Universidade do Minho conseguiu através de estatutos internos resolver o problema tendo em 20 de Agosto de 2004 conseguido a viabilidade do projecto.

No dia 21 de Dezembro de 2004 abriu oficialmente as portas tendo sido inaugurada pelo Presidente da Câmara o Eng. Mesquita Machado em conjunto com o Reitor da Universidade do Minho António Guimarães Rodrigues.

Como era necessário atribuir um nome ao espaço, a Universidade do Minho em Conjunto com a Câmara Municipal decidiram por unanimidade atribuir o nome do Professor Doutor Lúcio Craveiro da Silva (Reitor da Universidade do Minho entre 1981-1984), a decisão de atribuir o nome do professor Lúcio foi decidida em sigilo para evitar reticências por parte do homenageado.

O Presidente da câmara Eng. Mesquita Machado disse no dia da inauguração que a atribuição do nome do do Professor Lúcio Craveiro foi um ato de elementar justiça pela sua intervenção na área da cultura.


Situada no centro histórico de Braga, foi habilmente concebida pelo arquitecto Mário Abreu, de modo a preservar e expor os vestígios arqueológicos encontrados no local






Fig. 2-  Lateral do edifício na rua de Santo António das Travessas Fig. 1-  Aspeto ©2014  Biblioteca Lúcio Craveiro  da Silva .Todos os Direitos Reservados. Proibida a reprodução do todo ou em  parte deste Website.
O espaço…