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Publica aqui os teus textos. Poemas, estórias, memórias, ensaios breves, ou apenas o que lhe vai na alma!

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Falácia

A falácia é um passo errado, Um passo dado sem cuidado, É pegar num conceito verdadeiro, E com ele não ser certeiro. Falácia é não atender, À amplitude do pensamento, E muitas vezes querer estender, O que o particular tem dentro. Falácia é jogar errado, Entre as universais e os particulares, Porque nem sempre pode ser estendido, O raciocínio obtido, Com uma extensão de pequena amplitude, Pode ganhar uma grande magnitude. Falácia vai confrontar com a verdade, Nas premissas pega de modo desajustado, E quando confrontada com a realidade, Percebe-se que raciocínio, está errado.

Publicado em: 03/04/2019 00:00:00 por Augusto Filipe Gonçalves

Vai um café?

Um grão de café, Tanta coisa faz desenvolver, Depois de triturado e moído, Causa agrado ao ser bebido, Muita conversa faz discorrer. Oh tanta sensação, Oh tanta emoção, O libertador do coração, Uma conversa analítica, Sobre a atividade política, Um acorde da guitarra, Que é dada com vigor e garra, Aquela letra que faz recordar, Aquele verão na beira do mar, Foram beijos trocados, Alguns de circunstância, Com elegância, Mas outros, ah outros não, Eram dados com paixão, Sentados, deitados, Na areia enrolados, Depois da excitante bebida, Que fora apreciada, Ao som daquela batida, Naquele café!

Publicado em: 25/03/2019 00:00:00 por Augusto Filipe Gonçalves

Leitor é magnanime

Apetece-me escrever, Escrever faz-me viver, Sentir-me útil, Sentir-me capaz, Com capacidade, Com agilidade, Mental e espiritual, Sinto-me diferente, Não direi inteligente, Porque elogio vindo do seio, Vindo de mim, mesmo do meio, Da minha capacidade, Tem sempre distorcida a realidade, Porque não sei ser isento, Deixo-me ir com o vento, Com uma obra por mim criada, A imparcialidade fica bastante deturpada, Aí vem o leitor de verdade, Que vem ou não, Compartilhar a paixão, Ou até mesmo a dor, Ou simplesmente dizer-me não, Não és poeta, nem escritor.

Publicado em: 25/03/2019 00:00:00 por Augusto Filipe Gonçalves

Zoom

Um dia, todo mundo foi neném Usain Bolt não sabia andar Pelé e Cristiano Ronaldo aprenderam primeiro a rolar Todos caíram um pouquinho Até dar o primeiro passinho Jamie Oliver não sabia mastigar Descobriu a primeira fruta antes de engatinhar René Redzepi, Bertílio Gomes e Alex Atala Beberam leite antes de descobrir a sálvia A primeira frase que Johnny Depp pôs-se a pronunciar Não foi de Lewis Carroll nem de Simone de Beauvoir Ewan Mcgregor disse: mamãe Natalie Portman: alemães A primeira pintura de Velásquez foi com o pé Las meninas só existiu por muita fé Van Gogh, Cézanne e Frida Kahlo Pintaram o sete antes de qualquer quadro Roberto Gómes Bolaños não sabia ler Quando Woddy Allen veio a nascer Esopo, Beatrix Potter e Salomão Sentaram para ouvir histórias, assim como Platão Maria Callas não sabia cantar Quando ouvia músicas de ninar Luciano Pavarotti e Carmen Miranda Primeiro aprenderam músicas de ciranda A primeira vez que Beethoven fez uma composição Não foi a sonata para piano a quatro mãos Vivaldi, Liszt e Mozart quando nasceram Choraram tão alto que parecia um lindo concerto A primeira vez que Galileu fez uma descoberta Foi que seus lindos dedinhos podiam tocar a testa Einstein, Arquimedes e Isaac Newton Tiveram infância antes de inventar qualquer prurido Um dia, todo mundo foi ninguém Se você fizer apenas o que sabe, nunca saberá mais do que sabe agora também

Publicado em: 30/01/2019 00:00:00 por Maria Gisele Knust

Dois em Um

Quem tem um bebê tem um filho com data de início e de fim Porque ele se transformará em você se transformará em mim Para crescer tem que esquecer É o que a ciência nos faz crer Quando o bebê vem para nossos braços ainda não sabemos É quando ele faz seis anos que percebemos Onde foram parar os primeiros passinhos? Sabia que você babava muito quando saiu o primeiro dentinho? Sorriso frouxo Idade pouca Inocência máxima O bebê navega no sofá e voa na praça Acredita que mãe é o seu nome Tem medo de lobisomem A mãe com um bebê constrói memórias que mais tarde só ela vai ter Vai do dia que o bebê nasce até a sua memória morrer Morre bem de mansinho E dá lugar a um novo filhinho Esse que nasce com seis anos e tem a vida toda pela frente Esse que vai lembrar da gente Sorriso pouco Idade muita Inocência inexistente Foge da gente Senta no sofá bem firme Sabe que lobisomem não existe Tem memória de quando o castigávamos para fazer o dever da escola Esqueceu-se de quando o embalávamos a qualquer hora Com seis anos nosso bebê vai embora Segue para o céu da memória A memória da mãe que um dia teve um bebê com data de início e de fim Porque ele se transformou em você se transformou em mim

Publicado em: 30/01/2019 00:00:00 por Maria Gisele Knust

Paixão

Paixão é sentido que não se sente; É a força que à própria se enfraquece; É verdade que não se diz, mas mente; É prémio que apenas quem dá merece; É fraca força que se faz potente; É a aparência que não se parece. A Paixão é o tudo que é nada, A eterna solidão acompanhada. Paixão é a tortura permitida; É a vontade que muda o mundo; É a morte da vida não vivida; É o esquecer do saber cá do fundo; É o temer a acção destemida; É varrer o superficial profundo. A Paixão que a si mesma se cativa, O desejo de na morte ser viva.

Publicado em: 19/10/2018 00:00:00 por Gonçalo Costa

Mar

O tempo que passo na cidade cria uma relação estranha contigo Sinto a tua falta, mas conforme o tempo passa Algo me diz que não vais tapar o buraco que já se abriu E tenho medo que ao encontrar te de novo, perceba que afinal não és o que preciso És apenas a figura de estilo ideal que qualquer alma desesperada vai adorar, até que se lembre novamente que não passa de uma alma desesperada por calor.

Publicado em: 17/06/2018 00:00:00 por Sisífo (pseudónimo)

Solidão

Solidão... É um imenso quadro preto, frio, longo, desconcertante e silencioso. Solidão... É palavra cansada e sem brio, que jaz só num clamor odioso. Solidão... É mosaico estilhaçado, quebrado pelas dores já vividas. Solidão... é trilho do medo delineado no passado, é desamor no regresso e na partida. Solidão... É mar revolto e profundo, cortado por ondas desorientadas, é rio seco perdido no Mundo, é praia sem mar, desterrada... Solidão... É caminho pedregoso sem princípio, é viagem amargurada sem ter fim... é canoa largada no mar ímpio, é rendilhar a dor e saudade em mim! Solidão... É desassossego, é ter frio n´Alma... é ansiar p´la madrugada que não virá... é vã crença na brisa que não acalma, é ancorar-se no pranto que não finda.

Publicado em: 12/04/2018 00:00:00 por Filha do Mar (Pseudónimo)

A lágrima

A lágrima que desliza no rosto... É tempero para a dor que cose a alma; É bálsamo perene nos lábios que dizem a verdade; É sal que nutre os traços enrugados d`outrora; É perfume inebriante da alegria que ainda resiste; É o avivar do ancestral clamor pela Justiça. Filha do Mar

Publicado em: 09/04/2018 00:00:00 por Ana Paula Bettencourt Pereira

chuva

tristeza magoa sao Pedro ,está a chorar ,molhar o chão com as suas lágrimas a deitar .as pessoas tristes vao se deitar e no fim do dia a chuva vai acabar ou será que não?

Publicado em: 02/03/2018 00:00:00 por Rafaela coelho Martins
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